Álbum Livro (Caetano Veloso)

Livro de Caetano Veloso

Álbum de Caetano Veloso

  • Sello Discográfico: Mercury

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Livro es un álbum de Caetano Veloso, publicado en 1997 por Mercury. El disco incluye 14 canciones, entre ellas «Os Passistas», «Livros», «Onde O Rio E Mais Baiano» y «Manhata».

Sobre el álbum

El álbum Livro, publicado en 1997, es una de las obras más conceptuales y literarias de Caetano Veloso, una profunda meditación sobre el lenguaje, la poesía y la identidad cultural de Bahía. El propio título ("Libro" en portugués) ya establece la conexión con el mundo de las letras. El disco se inspira en la obra de grandes poetas y pensadores, y cada canción funciona como un capítulo de este libro sonoro. La producción es de una sofisticación exquisita, con arreglos de percusión a cargo del grupo de Bahía Didá y elegantes secciones de cuerda, creando un sonido a la vez ancestral y moderno.

Como resultado, el álbum es denso y requiere una escucha atenta para apreciar todos sus matices. Por ejemplo, en "Livros", Caetano canta sobre el poder transformador de la lectura con una melodía bellísima y compleja. Por otro lado, "Os Passistas" es una celebración del carnaval de Bahía, con unos ritmos de samba-reggae irresistibles que contrastan con la atmósfera más cerebral del resto del disco. 'Livro' es una obra sobresaliente de la madurez, un trabajo que fusiona el intelectualismo con la sensualidad rítmica de una manera única. Es un disco que reafirma a Veloso no solo como un músico, sino como uno de los grandes pensadores de la cultura brasileña contemporánea.

Listado de Canciones

  1. Os Passistas

    Letra

    Vem, Eu vou pousar a mão no teu quadril Multiplicar-te os pés por muitos mil Fita o céu, Roda: A dor Define nossa vida toda Mas estes passos lançam moda E dirão ao mundo por onde ir. Ás vezes tu te voltas para mim Na dança, sem te dares conta enfim Que também Amas Mas, ah! Somos apenas dois mulatos Fazendo poses nos retratos Que a luz da vida imprimiu de nós. Se desbotássemos, outros revelar-nos-íamos no Carnaval. Roubemo-nos ao deus Tempo e nos demos de graça "a beleza total, vem. Nós, Cartão Postal com touros em Madri, O Corcovado e o Redentor daqui, Salvador, Roma Amor, Onde quer que estejamos juntos Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés E desvãos do ser.
  2. Livros

    Letra

    Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria Mas os livros que em nossa vida entraram São como a radiação de um corpo negro Apontando pra a expansão do Universo Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso) É o que pode lançar mundos no mundo. Tropeçavas nos astros desastrada Sem saber que a ventura e a desventura Dessa estrada que vai do nada ao nada São livros e o luar contra a cultura. Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um: Encher de vãs palavras muitas páginas E de mais confusão as prateleiras. Tropeçavas nos astros desastrada Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.
  3. Onde O Rio E Mais Baiano

    Letra

    A Bahia Estação primeira do Brasil Ao ver a Mangueira, nela inteira, se viu Exibiu-se sua face verdadeira Que alegria Não ter sido em vão que ela expediu As Ciatas pra trazerem o samba pra o Rio (Pois o mito surgiu dessa maneira) E agora estamos aqui Do outro lado do espelho Com o coração na mão Pensando em Jamelão no Rio Vermelho Todo ano, todo ano Na festa de Iemanjá Presente no dois de fevereiro Nós aqui e ele lá Isso é a confirmação de que a Mangueira É onde o Rio é mais baiano Onde o Rio é mais baiano Onde o Rio é mais baiano Onde o Rio é mais
  4. Manhata

    Letra

    Uma canoa, canoa Varando a manhã de norte a sul Deusa da lenda na proa Levanta uma tocha na mão Todos os homens do mundo Voltaram seus olhos naquela direção Sente-se o gosto do vento Cantando, nos vidros, o nome doce da cunhã Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan Um remoinho de dinheiro Varre o mundo inteiro, um leve leviatã E aqui dançam guerras no meio Da paz das moradas de amor Ah! Pra onde vai, quando for Essa imensa alegria, toda essa exaltação? Ah! Solidão, multidão Que menina bonita mordendo a polpa da maçã Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan, Manhattan Manhattan
  5. Doideca

    Letra

    Lira Paulistana Música doideca Funk carioca Londresselvas em flor Jorjão Viradouro Arnaldo Olodum Titã Funk carioca Arrigo Tom Zé Miguel Lucas Valdemente Chelpa Ferro Mangue bit beat Carioca Lira Paulistana Gay Chicago negro alemão Bossa nova Gay Chicago negro alemão Timbalada Gay Chicago negro alemão Viradouro Gay Chicago negro alemão Axé Music Gay Chicago negro alemão Lira Paulistana Música doideca Funk carioca Lodresselvas em flor Banda feminina da Didá Didá de Banda feminina da Didá Banda tropicália de Tom Zé Tomzé de Banda tropicália de Tomzé Tomzé de Banda Didá Didá Didá de Banda Banda Chicago negro alemão bossa nova Chicago negro alemão
  6. Voce E Minha

    Letra

    Desde o tempo em que você andava Com quem não conhece os seus segredos Que sem pensar, brinco de repetir... Você é minha... Minha... e não desse aí Mas naquele tempo eu não sabia Que isso é que dissiparia a treva Em que o amor lançou meu coração... Você é minha... Ninguém se atreva... Porque nós dois somos um time campeão... Você comanda, Eu sigo e protesto Mas vamos aonde ninguém vai... Amplo se expanda Ao alcance de um gesto Por terra essa tenda não cai... Você me ensina E eu finjo que aprendo Os truques da gana e do amor Ouve os batuques mas muito se engana Quem crê que está lendo ou que advinha Hoje que você é a rainha Do meu velho e vasto estranho reino Faço ecoar nos pontos cardeais... Você é minha... Minha... e de ninguém mais... Eu próprio só aos poucos desfaço... As redes de enigmas desse laço Dentro de nós E a minha voz rediz: Você é minha...
  7. Um Tom

    Letra

    Um tom pra cantar Um tom pra falar Um tom pra viver Um tom para a cor Um tom para o som Um tom para o ser Ah como é bom dormir Ah como é bom despertar O céu é mais aqui Um tom é um bom lugar Tanta coisa que cabe Tanta pode caber Canta e pode fazer cantar Nova felicidade Novo tudo de bom Deixa-se cantar um tom Um tom pra gritar Um tom pra calar Um tom pra dizer Um tom para a voz Um tom para mim Um tom pra você Um tom para todos nós
  8. How Beautiful Could A Being Be

    Letra

    How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be Could a being be Could a being be Could a being be Could a being be Could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be How beautiful could a being be Could a being be Could a being be Could a being be Could a being be Could a being be How beautiful could a being be
  9. O Navio Negreiro (excerto)
  10. Nao Enche

    Letra

    Me larga, não enche Você não entende nada E eu não vou te fazer entender Me encara, de frente É que você nunca quis ver Não vai querer, nem vai ver Meu lado, meu jeito O que eu herdei de minha gente Eu nunca posso perder Me larga, não enche Me deixa viver, me deixa viver Me deixa viver, me deixa viver Cuidado, oxente! Está no meu querer Poder fazer você desabar Do salto, nem tente Manter as coisas como estão Porque não dá, não vai dá Quadrada! Demente! A melodia do meu samba Põe você no lugar Me larga, não enche Me deixa cantar, me deixa cantar Me deixa cantar, me deixa cantar Eu vou Clarificar a minha voz Gritando Nada mais de nós! Mando meu bando anunciar Vou me livrar de você Harpia! Aranha! Sabedoria de rapina E de enredar, de enredar Perua! Piranha! Minha energia é que Mantém você suspensa no ar Pra rua! se manda! Sai do meu sangue Sanguessuga Que só sabe sugar Pirata! Malandra! Me deixa gozar, me deixa gozar Me deixa gozar, me deixa gozar Vagaba! Vampira! O velho esquema desmorona Desta vez pra valer Tarada! Mesquinha! Pensa que é a dona E eu lhe pergunto Quem lhe deu tanto axé? À toa! Vadia! Começa uma outra história Aqui na luz deste dia "D" Na boa, na minha Eu vou viver dez Eu vou viver cem Eu vou vou viver mil Eu vou viver sem você Eu vou viver sem você Na luz desse dia "D" Eu vou viver sem você
  11. Minha Voz, Minha Vida

    Letra

    Minha voz, minha vida Meu segredo e minha revelação Minha luz escondida Minha bússola e minha desorientação Se o amor escraviza Mas é a única libertação Minha voz é precisa Vida que não é menos minha que da canção Por ser feliz, por sofrer Por esperar, eu canto Pra ser feliz, pra sofrer Para esperar, eu canto Meu amor, acredite Que, se pode crescer assim pra nós Uma flor sem limite É somente porque eu trago a vida aqui na voz
  12. Alexandre

    Letra

    Ele nasceu no mês do leão, sua mãe uma bacante E o rei seu pai, um conquistador tão valente Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só. Mas muito cedo ele se revelou um menino extraordinário: O corpo de bronze, os olhos cor de chuva e os cabelos cor de sol. (Refrão) Alexandre, De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu | 2x Que o seu pai foi um raio que veio do céu Ele escolheu seu cavalo por parecer indomável E pôs-lhe o nome Bucéfalo ao domina-lo Para júbilo, espanto e escândalo do seu próprio pai Que contratou para seu perceptor um sábio de Estagira Cuja a cabeça sustenta ainda hoje o Ocidente O nome Aristóteles - nome Aristóteles - se repetiria Desde esses tempos até nossos tempos e além. Ele ensinou o jovem Alexandre a sentir filosofia Pra que mais que forte e valente chegasse ele a ser sábio também. (Refrão) Ainda criança ele surpreendeu importantes visitantes Vindos como embaixadores do Império da Pérsia Pois os recebeu, na ausência de Felipe, com gestos elegantes De que o rei, seu próprio pai, não seria capaz. Em breve estaria ao lado de Felipe no campo de batalha E assinalaria seu nome na história entre os grandes generais. refrão Com Hefestião, seu amado Seu bem na paz e na guerra, Correu em honrra de Pátroclo - os dois corpos nus - Junto ao túmulo de Aquiles, o herói enamorado, o amor Na grande batalha de Queronéia, Alexandre destruía A esquadra Sagrada de Tebas, chamada e Invencível. Aos dezesseis anos, só dezesseis anos, assim já exibia Toda a amplidão da luz do seu gênio militar. Olímpia incitava o menino do Sol a afirma-se Se Felipe deixava a família da mãe de outro filho dos seus se insinuar. (Refrão) Feito rei aos vinte anos Transformou a Macedônia, Que era um reino periférico, dito bárbaro Em esteio do helenismo e dois gregos, seu futuro, seu sol O grande Alexandre, o Grande, Alexandre Conquistou o Egito e a Pérsia Fundou cidades , cortou o nó górdio, foi grande; Se embriagou de poder, alto e fundo, fundando o nosso mundo, Foi generoso e malvado, magnânimo e cruel; Casou com uma persa, misturando raças, mudou-nos terra, céu e mar, Morreu muito moço, mas antes impôs-se do Punjab a Gilbraltar.
  13. Na Baixa Do Sapateiro

    Letra

    Na baixa do sapateiro eu encontrei um dia A morena mais frajola da Bahia Pedi-lhe um beijo, não deu Um abraço,sorriu, Pedi-lhe a mão,não quis dar,fugiu Bahia, terra da felicidade Morena eu ando louco de saudade Meu senhor do Bonfim Arranje outra morena igualzinha pra mim Oh!Amor,ai Amor bobagem que a gente não explica,ai ai Prova um bocadinho,ô Fica envenenado,ô E pro resto da vida é um tal de sofrer Ôlará,ôlerê Ô Bahia Bahia que não me sai do pensamento Faço o meu lamento,ô Na desesperança,ô De encontrar nesse mundo Um amor que perdi na Bahia,vou contar Ô Bahia Bahia que não me sai do pensamento...
  14. Pra Ninguem

    Letra

    Nana cantando "nesse mesmo lugar" Tim maia cantando "arrastão" Bethânia cantando "a primeira manhã" Djavan cantando "drão" Chico cantando "exaltação à mangueira" Paulinho, "sonho de um carnaval" Gal cantando "candeias" E elis, "como nossos pais" Elba cantando "de volta pra o aconchego" Sílvio cantando "mulher" E elisete cantando "chega de mágoa" Carmen cantando "adeus batucada" Gilberto cantando "sobre todas as coisas" Cauby cantando "camarim" Orlando cantando "faixa de cetim" Milton, "o que será?" Roberto, "a madrasta" Bosco, "rio de janeiro" E dalva, "poeira do chão": Melhor do que isso só mesmo o silêncio E melhor do que o silêncio só joão Nara cantando "diz que fui por aí" Marisa, "a menina dança" Aracy cantando "a camisa amarela" Amélia, "boêmio" Max, "polícia" Nora, "menino grande" Dolores, "não se avexe não": Melhor do que isso só mesmo o silêncio Melhor do que o silêncio só joão