Velo es un álbum de Caetano Veloso, publicado en 1984 por Philips. El disco incluye 11 canciones, entre ellas «Podres Poderes», «Pulsar», «Nine Out Of Ten» y «O Homem Velho».
Sobre el álbum
El álbum Velo, lanzado en 1984, marca el regreso de Caetano Veloso a un sonido de banda de pop-rock enérgico, después de varios trabajos más introspectivos. Por consiguiente, el disco está fuertemente influenciado por las tendencias de la nueva ola y el post-punk, pero siempre filtradas a través de su sensibilidad brasileña. 'Velo' se considera uno de los trabajos que ayudó a definir el sonido del "BRock" (Rock Brasileño) de los años 80. La producción es vibrante y moderna, con un uso prominente de guitarras eléctricas, sintetizadores y baterías con un ritmo contundente.
El álbum contiene algunos de los mayores éxitos de Caetano de esa década, como la infecciosa "Podres Poderes", una crítica a la política y la sociedad, y la poética "O Quereres". La canción que da título al disco es una pieza de una belleza melódica extraordinaria. 'Velo' fue un gran éxito comercial que conectó a Caetano con una nueva generación de oyentes. Es una obra llena de energía y vitalidad, el sonido de un artista en perfecto diálogo con su tiempo.
Listado de Canciones
- Podres Poderes4:19
Letra
Enquanto os homens exercem Seus podres poderes Motos e fuscas avançam Os sinais vermelhos E perdem os verdes Somos uns boçais Queria querer gritar Setecentas mil vezes Como são lindos Como são lindos os burgueses E os japoneses Mas tudo é muito mais Será que nunca faremos senão confirmar A incompetência da América católica Que sempre precisará de ridículos tiranos Será, será, que será? Que será, que será? Será que esta minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir Por mais zil anos Enquanto os homens exercem Seus podres poderes Índios e padres e bichas Negros e mulheres E adolescentes Fazem o carnaval Queria querer cantar afinado com eles Silenciar em respeito ao seu transe num êxtase Ser indecente Mas tudo é muito mau Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades Caatingas e nos gerais Será que apenas os hermetismos pascoais E os tons, os mil tons Seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão Dessas trevas e nada mais Enquanto os homens exercem Seus podres poderes Morrer e matar de fome De raiva e de sede São tantas vezes Gestos naturais Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles que velam pela alegria do mundo Indo e mais fundo Tins e bens e tais Será que nunca faremos senão confirmar Na incompetência da América católica Que sempre precisará de ridículos tiranos Será, será, que será? Que será, que será? Será que essa minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir Por mais zil anos Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades Caatingas e nos gerais Será que apenas Os hermetismos pascoais E os tons, os mil tons Seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão Dessas trevas e nada mais Enquanto os homens Exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome De raiva e de sede São tantas vezes Gestos naturais Eu quero aproximar O meu cantar vagabundo Daqueles que velam Pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais! Indo mais fundo Tins e bens e tais! Indo mais fundo Tins e bens e tais! - Pulsar1:01
Letra
Onde quer que você esteja Em Marte ou Eldorado Abra a janela e veja O pulsar quase mudo Abraço de anos-luz Que nenhum sol aquece E o oco escuro esquece - Nine Out Of Ten4:29
Letra
Walk down Portobello road to the sound of reggae I'm alive The age of gold, yes the age of The age of old The age of gold The age of music is past I hear them talk as I walk Yes, I hear them talk I hear they say Expect the final blast Walk down Portobello road to the sound of reggae I'm alive I'm alive and vivo muito vivo, vivo, vivo Feel the sound of music banging in my belly, belly, belly, belly Know that one day I must die I'm alive And I know that one day I must die I'm alive Yes, I know that one day I must die I'm alive I'm alive and vivo muito vivo, vivo, vivo In the eletric cinema or on the telly, telly, telly, telly Nine out of ten movie stars make me cry I'm alive And nine out of ten movie stars make me cry I'm alive Nine out of ten movies stars make me cry I'm alive Nine out of ten films stars make me cry I'm alive Nine out of ten movie stars make me cry I'm alive - O Homem Velho4:08
Letra
O homem velho deixa a vida e morte para trás Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais O homem velho é o rei dos animais A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol As linhas do destino nas mãos a mão apagou Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll As coisas migram e ele serve de farol A carne, a arte arde, a tarde cai No abismo das esquinas A brisa leve traz o olor fulgaz Do sexo das meninas Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon Belezas, dores e alegrias passam sem um som Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual Já tem coragem de saber que é imortal - Comeu2:02
Letra
Ela comeu meu coração Trincou, mordeu, mastigou, engoliu Comeu o meu Ela comeu meu coração Mascou, moeu, triturou, deglutiu Comeu o meu Ela comeu meu coraçãozinho de galinha num xinxim Ai de mim! Ela comeu meu coraçãozão de leão naquele sonho medonho E ainda me disse que é assim que se faz Um grande poeta Uma loura tem que comer seu coração Não, eu só quero ser um campeão da canção Um ídolo, um pateta, um mito da multidão Mas ela não entendeu minha intenção Tragou, sorveu, degustou, ingeriu Comeu o meu Ela comeu meu coração Tragou, sorveu, degustou, ingeriu Comeu o meu - Vivendo Em Paz2:45
Letra
Quem se salva nessa brasa, quem acende um fogo novo Cruza a crise, colhe a calma Alegra a alma desse povo Vive em paz e harmonia Abre a porta da alegria Amor, meu amor, minha vida Meu sonho, meu caso Te amo, te adoro, contigo eu me caso Agora aqui fora ou dentro de nós Na dança, na lança, na tranca Trocando carícias Cantando ou calados Curtindo delícias Querendo, sabendo, vivendo em paz - O Quereres2:58
Letra
Onde queres revólver, sou coqueiro E onde queres dinheiro, sou paixão Onde queres descanso, sou desejo E onde sou só desejo, queres não E onde não queres nada, nada falta E onde voas bem alto, eu sou o chão E onde pisas o chão, minha alma salta E ganha liberdade na amplidão Onde queres família, sou maluco E onde queres romântico, burguês Onde queres Leblon, sou Pernambuco E onde queres eunuco, garanhão Onde queres o sim e o não, talvez E onde vês, eu não vislumbro razão Onde o queres o lobo, eu sou o irmão E onde queres cowboy, eu sou chinês Ah, bruta flor do querer Ah, bruta flor, bruta flor Onde queres o ato, eu sou o espírito E onde queres ternura, eu sou tesão Onde queres o livre, decassílabo E onde buscas o anjo, sou mulher Onde queres prazer, sou o que dói E onde queres tortura, mansidão Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido, sou herói Eu queria querer-te amar o amor Construir-nos dulcíssima prisão Encontrar a mais justa adequação Tudo métrica e rima e nunca dor Mas a vida é real e é de viés E vê só que cilada o amor me armou Eu te quero e não queres como sou Não te quero e não queres como és Ah, bruta flor do querer Ah, bruta flor, bruta flor Onde queres comício, flipper-vídeo E onde queres romance, rock'n roll Onde queres a Lua, eu sou o Sol E onde a pura natura, o inseticídio Onde queres mistério, eu sou a luz E onde queres um canto, o mundo inteiro Onde queres quaresma, fevereiro E onde queres coqueiro, eu sou obus O quereres estares sempre a fim Do que em mim é de mim tão desigual Faz-me querer-te bem, querer-te mal Bem a ti, mal ao quereres assim Infinitivamente pessoal E eu querendo querer-te sem ter fim E, querendo-te, aprender o total Do querer que há, e do que não há em mim - Grafitti2:09
Letra
Jogo rápido, língua ligeira, olhos arregalados Passam o meu e o seu nomes ligados Por uma seta de Cupido, filho de Afrodite O nosso amor é um coração colossal de grafitti Nos flancos de um trem de metrô A nossa carne é toda feita de flama e de fama O rumor do nosso caso de amor Não se confina a boatos, bares e boates Conquista as estações, incendeia a praça escarlate Inflama o aconchego dos lares Todos os satélites se viram pelo mundo afora Para transmitir o nosso som, a nossa luz, nossa hora E nosso beijo que sempre começa na boca e só acaba na poça Video Clip Futurista Porque o mundo, ele é assim, ele é nossa conquista Andy Warhol mil vezes na TV disse: - "No gossips, Miss" Darling, querida Vê se te toca Leva tua vida sem fuxico nem fofoca… - Sorvete3:18
Letra
No que ela fez isso comigo Era nunca mais ser seu amigo, nem inimigo Nunca mais namorado, apaixonado E eu e eu e eu sou E eu e eu e eu sou No que ela não quis o meu risco Era soprar do olho esse cisco Que eu já nem pisco Não dar mais energia, minha alegria E eu e eu e eu dou E eu e eu e eu dou Feras lutam dentro da noite, normal Todos os insetos, os do belo e os do mal Anjos e demônios, o amor tomava conta de mim Ela loura e negra, querubim e animal Sobre os monstros da paixão, controle total Burra, sábia, deusa, mulher, menino e mandarim Mas ela não quis meu sorvete Por que gravá-la em vídeocassete, jogar confete Franquear minha guia Ir à Bahia E eu e eu e eu vou E eu e eu e eu vou - Shy Moon4:32
Letra
Shy Moon Hiding in the haze I can see your white face Hope you can hear my tune Shy Moon Why didn't you stop her? Don't you know I suffer? And you'll watch me cry soon Shy Moon Glow through the pollution Find me a solution I'll wait on the high dune Shy Moon - Lingua4:10
Letra
Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar a criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior? E deixe os Portugais morrerem à míngua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira! Fala! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua? Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas E o falso inglês relax dos surfistas Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas! Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate E (xeque-mate) explique-nos Luanda Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo Sejamos o lobo do lobo do homem Lobo do lobo do lobo do homem Adoro nomes Nomes em ã De coisas como rã e ímã Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã Nomes de nomes Como Scarlet, Moon, de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé E Maria da Fé Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua? Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção Está provado que só é possível filosofar em alemão Blitz quer dizer corisco Hollywood quer dizer Azevedo E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo A língua é minha pátria E eu não tenho pátria, tenho mátria E quero frátria Poesia concreta, prosa caótica Ótica futura Samba-rap, chic-left com banana (Será que ele está no Pão de Açúcar? Tá craude brô Você e tu Lhe amo Qué queu te faço, nego? Bote ligeiro! Ma'de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado! Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho! I like to spend some time in Mozambique Arigatô, arigatô!) Nós canto-falamos como quem inveja negros Que sofrem horrores no Gueto do Harlem Livros, discos, vídeos à mancheia E deixa que digam, que pensem, que falem